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AC Black Flag Resynced: Por Que o Jogo Foi Feito do Zero?

AC Black Flag Resynced: Por Que o Jogo Foi Feito do Zero?

O aguardado Assassin’s Creed Black Flag Resynced precisou ser reconstruído do zero pela Ubisoft após problemas críticos com o código do jogo original de 2013.

AC Black Flag Resynced: Entenda por que o Remake É um Jogo Totalmente Novo

1. Por que o jogo precisou ser feito do zero?

Assassin’s Creed Black Flag Resynced pode até parecer muito com o clássico de 2013, mas por baixo do capô, o projeto é essencialmente um jogo novo. Recentemente, os desenvolvedores da Ubisoft precisaram reconstruir a maior parte do game do zero. Isso aconteceu porque o código original de Assassin’s Creed IV: Black Flag simplesmente não tinha condições de ser aproveitado em um título atual.

A revelação veio durante uma entrevista do diretor do jogo, Richard Knight, ao canal JorRaptor. Nesse sentido, ele foi direto ao ponto ao explicar a natureza desse trabalho monumental: “Francamente, é um jogo novo.” Portanto, a decisão de refazer o título não foi uma escolha criativa, mas sim uma necessidade técnica.

1.1. O desafio do código legado e a tecnologia ultrapassada

De acordo com o diretor, utilizar a tecnologia antiga era inviável. “Não podemos usar o código original”, explica Knight.

“Quer dizer, é interessante pensar nisso, mas em que plataforma ele foi construído? Windows 2000? Faz muito, muito tempo. Não que seja ruim, mas a base de código e a tecnologia são tão completamente diferentes que usamos o original como referência.”

Em função disso, a equipe precisou mudar a abordagem.

“Às vezes, podemos usar algum recurso como modelo para as novas funcionalidades. No entanto, na maioria das vezes, analisamos o código apenas para entender como as coisas funcionam. Nós examinamos os dados para ver como certas coisas funcionavam e para aprender alguns segredos. Mas, na prática, temos que reconstruir tudo.”

2. A reconstrução dos sistemas e o respeito ao DNA do clássico

Apesar do trabalho monumental que essa decisão representa, o resultado final promete manter o DNA da obra original. Dessa forma, Assassin’s Creed Black Flag Resynced preserva a estrutura de mundo aberto e a narrativa consagrada. Contudo, essa fidelidade visual e temática não significa que a equipe encontrou atalhos pelo caminho. Consequentemente, mesmo nas partes em que o remake não inova tanto, o time não pôde simplesmente reaproveitar o que já existia.

As mudanças mais visíveis já eram esperadas como um trabalho de grande porte. Por exemplo, o jogo contará com:

  • Combate reformulado com novas mecânicas de fluidez;
  • Upgrade gráfico expressivo adaptado para o hardware moderno;
  • Conteúdo narrativo inédito para expandir a história.

Ainda assim, até mesmo os sistemas que permaneceram conceitualmente intactos exigiram uma reconstrução completa. Como resultado, isso abriu portas para melhorias estruturais. “Reconstruímos muitos sistemas neste jogo, em parte para sermos a melhor versão possível do que era antes, mas também porque precisávamos”, acrescenta Knight. “Então, quando você começa do zero, isso às vezes te dá a possibilidade de fazer mudanças.”

2.1. O futuro do título e a possibilidade de DLCs

Além de detalhar os desafios técnicos, Richard Knight também confirmou que a equipe já está de olho no futuro. Por isso, a Ubisoft já possui ideias guardadas para possíveis conteúdos adicionais (DLCs).

Entretanto, o retorno do famoso conteúdo Freedom Cry ainda não está garantido. Segundo o diretor, “é definitivamente um jogo do qual nos lembramos”, o que deixa a questão em aberto para os fãs. Por fim, resta ao público aguardar para ver como essa reconstrução total se traduzirá na experiência final de exploração pirata.

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