Descubra como ocorreu a evolução do armazenamento de jogos nos últimos 30 anos, partindo dos antigos cartões de memória até os arquivos massivos dos consoles modernos.
Do Memory Card de 128 KB ao gigantismo atual:
O que mudou em 30 anos?
1. A era da simplicidade e o nascimento de um ícone
Os jogos modernos atingiram tamanhos impressionantes nas últimas décadas. Consequentemente, a realidade tecnológica era completamente diferente há cerca de três décadas.
Lançado originalmente em 3 de dezembro de 1994, o lendário console PS1 utilizava os famosos cartões de memória para salvar dados. Esses acessórios eram vendidos em diversas cores. Além disso, eles ofereciam uma capacidade de armazenamento que hoje parece insignificante diante das exigências atuais.
1.1 Os limites técnicos dos 128 KB
Esses pequenos dispositivos contavam com apenas 128 KB de espaço útil. Portanto, mesmo para os padrões daquela época, essa especificação representava um volume muito limitado.
Um disquete comum de 5,25 polegadas, por exemplo, podia armazenar pelo menos 360 KB de dados técnicos. Em suma, isso representava quase três vezes mais espaço do que a solução oficial desenvolvida pela Sony.
1.2 O salto geracional do PlayStation 2
Posteriormente, o PlayStation 2 também manteve a mesma tecnologia de cartões removíveis. Contudo, a gigante japonesa expandiu consideravelmente as capacidades desse hardware de salvamento.
Os novos acessórios ofereciam opções que variavam de 8 MB até impressionantes 128 MB. Dessa forma, os jogadores ganharam um espaço até mil vezes maior do que seus antecessores diretos disponibilizavam.
2. O abismo tecnológico frente à atualidade
A enorme diferença histórica se torna ainda mais evidente quando realizamos uma comparação direta com os softwares contemporâneos. Atualmente, os jogos exigem estruturas colossais.
O aclamado título God of War Ragnarok, por exemplo, ocupa entre 90 GB e 100 GB no console PlayStation 5. Por outro lado, a versão otimizada para PC exige cerca de 190 GB disponíveis.
2.1 Modelos tridimensionais e o gigantismo dos ativos
Os arquivos gráficos modernos tornaram-se extremamente pesados devido ao avanço da resolução visual. Atualmente, a complexidade dos personagens exige centenas de megabytes por arquivo.
Como resultado desse avanço, um único modelo 3D atual ultrapassa facilmente os limites antigos. Em um cenário hipotético, até mesmo um fio de cabelo de Kratos dificilmente caberia em um cartão de PS1, mesmo utilizando técnicas avançadas de compressão de dados.
2.2 Mídias de distribuição e a função dos cartões
É fundamental lembrar que esses cartões antigos nunca foram projetados para guardar os jogos completos. Na verdade, os títulos eram distribuídos exclusivamente em mídias de CD-ROM.
Esses discos podiam armazenar até 660 MB de dados digitais. Apesar disso, essa capacidade total também seria insuficiente para acomodar produções modernas, cujos arquivos são absurdamente maiores.
3. A evolução dos arquivos de salvamento
Surpreendentemente, nem mesmo os arquivos de salvamento da atualidade caberiam naqueles dispositivos de trinta anos atrás. O progresso dos sistemas exige registros complexos.
Os saves oficiais de God of War Ragnarok variam entre 10 MB e 50 MB de tamanho. Obviamente, esses valores são dezenas de vezes superiores à capacidade total do acessório original do primeiro PlayStation.
Nos computadores a situação atual se mostra completamente diferente. Afinal, a maioria dos jogadores utiliza sistemas modernos em nuvem, como o Steam Cloud, garantindo segurança e espaço ilimitado para guardar o progresso.
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